Anvisa suspende uso de anestésico
A Anvisa publicou no Diário Oficial da União de 27 de novembro (pág. 57, Seção 1) a Resolução RE nº 3.796, de 24 de novembro de 2006, que interdita em todo o território nacional a distribuição, comércio e uso dos medicamentos LIDOSTESIM 3% (Cloridrato de Lidocaína a 3% + Bitartarato de Norepinefrina 1:50000) e LIDOSTESINA (Cloridrato de Lidocaína a 2% + Bitartarato de Norepinefrina 1:100000), fabricados pela empresa PROBEM LABORATÓRIO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS E ODONTOLÓGICOS S/A, CNPJ/MF nº 45.841.137/0001-07, com endereço na Rua Igarapava, nº 436, Jardim Alpino - Catanduva/SP. Motivo: não atende às exigências regulamentares da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
A medida foi tomada em função de notificação feita pelo Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) à Anvisa de novos problemas envolvendo o anestésico, que, no dia 14 de novembro, teve dois lotes interditados cautelarmente por 90 dias em função de irregularidades no rótulo e no teor do princípio ativo, irregularidades comprovadas em análise.
O CRO-GO informou à Anvisa que outros lotes do mesmo medicamento (cujas amostras ainda se encontram no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde – INCQS para análise) estavam sob suspeita de ter causado dores intensas no local da anestesia, dor de cabeça, náuseas em vários pacientes das redes pública e privada de Goiânia. Na rede pública foram registrados dois casos ainda mais graves: uma paciente sofreu edema de glote e uma criança desmaiou após ser anestesiada. Ambos os casos foram registrados após atendimentos em unidades de saúde da capital.
Em ofício à secretária de Saúde de Goiânia, o presidente do CRO-GO diz que está orientando os cirurgiões-dentistas a suspenderem o uso do produto. Anselmo Calixto ressaltou que, além de ser um direito resguardado pelo Código de Ética Odontológica, a suspensão é um dever ético do profissional que tem obrigação de zelar pela saúde do paciente.
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